
Ponto de vista é o que há, né? Feio, bonito, bom, ruim, gostoso, passado. Novo. Novo? E o que é novo passa pelo ponto de vista? O que é novo é novo, né? Tá chegando agora. Tá aparecendo agora. Pelo menos aqui. Ops...Então não só passa pelo ponto de vista como passa por várias outras coisas, até mesmo pelos limites geográficos...hehehehehehe. Acho que eu li uma vez num livro do Roubine algo sobre isso e ele dizia uma coisa mais ou menos assim: "É um absurdo que o teatro, se aproveitando da sua característica efêmera, queira vender gato por lebre e mostrar algo considerando-o novo quando isso podia ser visto 50 anos antes." rsrsrsrsrss. Ironia né? Sacanagem, pra falar a verdade. A gente aqui se matando pra descobrir e/ou manter o bom teatro e, de repente, vem um cara e lança a sementinha da desconfiança em nossos cérebros atrapalhados e conflituosos. Na mesma hora aparece: "Ai meu Deus! O que eu tô fazendo é teatro?", "Isso é épico, performance, teatro ou dança?", "Pós-dramático? O que é isso?" ou até mesmo, "Que diabo é isso?" hahahahahaha. Vish...pronto, ele já começa a falar de teatro e o que é pior, das dúvidas sobre ele. Mas aqui é meu espaço não é mesmo? Falo do que eu quero, nesse caso do que preciso. Ninguém sabe até que ponto o novo vai, muito menos em que ponto ele chega. O que vale a pena é a experiência com ele, a experiência nova. Afinal de contas ela é "mais vidente que evidente, criadora que reprodutora". É aí onde está o novo. Mais num âmbito de aprendizagem do que de definições. Definir o novo ninguém vai definir. Experimentá-lo pela primeira vez, como realmente novo, saber coisas dele ou criar coisas a partir dele, a partir da nova experiência, todos podem. Devem. Merecem.
2 comentários:
Zero comentários? Como assim? Desafiei-me a comentar este post, pois ninguém tinha comentado. Odeio quando publico coisas e ninguém comenta.
Sabe aquela música que diz "...ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais..."? Então, às vezes tenho a impressão que nossa geração vive de investir em repaginações de coisas antigas. Reinventar o que já existe. Na verdade, é bem complicado, em qualquer área de trabalho, se lançar algo totalmente novo, não é?! Penso que o que vale é a sensação que aquilo vai trazer - novo ou velho, que a sensação seja nova, inesperada, que nos pegue de surpresa. No teatro isso é bem comum: um texto antigo e conhecido ganha vida sob o olhar de quem escreve e projeta a peça. Só por um gesto ou olhar diferente de quem está interpretando o antigo personagem, já é possível tocar vidas e emocionar pessoas. Não tenho essa mágica poesia da interpretação teatral como um de meus talentos, mas admiro DEMAIS esse povo que consegue arrancar da gente essas emoções, fazendo tudo novo.
Voei? Mas foi com carinho. Xêro, Joel!
Vôou lindo! E quando se consegue arrancar emoção e razão juntos é melhor ainda! O teatro, o teatro que eu acredito, é capaz disso. Ele...Sempre ele.
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