quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Realizada a Assembéia

Embora ainda necessitando de maior presença e participação dos artistas de teatro de Fortaleza, a Assembléia Setorial de Cultura foi muito proveitosa. Os candidatos apoiados pelo Movimento Todo Teatro é Político venceram como delegados titulares e irão representar o Teatro na Conferência Nacional de Cultura. A Conferência define o Plano Nacional de Cultura, discute os projetos elaborados e executados, as demandas de cada estado, as necessidades, etc. e por isso achamos da maior importância termos representantes que estejam bem próximos da movimentação que está acontecendo na categoria.

Hoje, por conta das falas da coreógrafa Andréia Bardawill, fiquei um pouco mais tranquilizado com essa questão que me apavora tanto: o envolvimento dos artistas. Estamos em luta, devemos estar sempre. Isso não não deve ser um estado, mas uma condição. Eu tenho isso pra mim, é um projeto de vida, não um momento. Que bom seria que todos tivessem também, mas se não há, vamos fazer bem com quem está. Temos conseguido vitórias sim! E se temos conseguido com quem estamos outras vitórias estão por vir. Espaço aberto há pra quem se interessar, é só aparecer. Serão bem-vindos sempre!

Movimento Todo Teatro é Político
Reuniões todas as segundas-feira às 16h
Na Casa da Esquina (Sede dos grupos Bagaceira e Máquina)
Rua João Lobo Filho, 62. Bairro de Fátima
(Por trás do Hospital Antônio Prudente da Av. Aguanambi)

Apareçam!!! há muita coisa do que se atualizar, muitas tarefas a fazer, muita luta e precisamos de você!!!

Se há impossibilidade desse comprometimento maior, sem problema, mas fica ligado e na hora do pega pá capá aparece e trás todo mundo!

Só vamos ser atendidos prontamente através de luta e quando fizermos falta em nossa cidade! Trabalhemos pelas duas coisas!

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Povo do teatro,

Quarta-feira (amanhã - 27.01) será realizada a Assembléia Setorial de Cultura. Lá, as linguagens de Teatro, Dança e Circo poderão eleger 03 (três) Delegados que as representarão na Conferência Nacional de Cultura.

Porque a Conferência é importante?

É nela que o Ministério da Cultura discute as políticas culturais para o país a partir das demandas dos Estados. Nela também é possível "colocar em discussão diretrizes e metas da política cultural nacional. Além disso, ela também permite avaliar e fiscalizar o quanto avançamos em política cultural no governo" *. As demandas citadas anteriormente se tornam conhecidas de todos, suas necessidades e urgências, através dos representantes das linguagens de cada estado, os delegados.

Nota-se aí a importância de termos representantes que estejam envolvidos diretamente com o teatro feito no nosso estado e na nossa cidade para que essa discussão possa estar sempre na medida do real em relação ao nosso cotidiano.

É por isso que o Movimento Todo Teatro é Político apóia a candidatura de Vanéssia Gomes, Nelson Albuquerque e Rogério Mesquita.

Vamos lá! Vamos votar!!! Compareçam, divulguem e arrastem quem vocês puderem!!!


Assembléia Setorial de Cultura
Dia 27 de Janeiro (quarta agora)
09h da manhã
Teatro Morro do Ouro (Anexo Theatro José de Alencar)


*Esses trechos foram retirados do texto "O papel da Conferência de Cultura" de Alfredo Manevy. O texto encontra-se na íntegra aqui: http://ow.ly/16qqyB

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Sintoma

Às vezes eu tenho vontade de sair dançando.

Qualquer coisa.

Emendar num samba depois.

Às vezes tenho vontade de ficar parado também,

olhando pra mim e pros outros,

pra uma pessoa só.

Sempre.

Agora.

Às vezes eu tenho vontade de perder o ar, o fôlego,

de encher um balão branco e soltar,

deixar voar, perder de vista.

A ele, ao balão, e a mim também.

Tenho vontade de me perder de vista,

de ser humano.

Às vezes também tenho vontade de sair vivendo tudo,

de curtir.

Também tenho vontade de ficar num quarto.

Trancado.

Me sentir.

Somente a mim.

Somente à minha presença.

Morrer só.

Às vezes tenho vontade de estar junto.

Sempre.

Agora.

Às vezes tenho vontade de cantar.

Qualquer coisa.

Às vezes tenho vontade de cantar.

Bethania, Ângela, Dalva, Núbia.

Às vezes tenho vontade de ser tema.

Na voz delas.

Pode ser.

Na caneta do Benito.

Pode ser também.

Às vezes sou pretensioso sim

Como agora.

Na maioria das vezes só quero viver,

ir vivendo,

experimentando,

sendo,

sentindo.

Às vezes tenho vontade de falar de mim em 3ª pessoa,

às vezes de ser protagonista,

de mentir,

nem sempre de falar a verdade.

Omito.

Sempre.

Agora.

Às vezes tenho vontade de falar,

às vezes de ouvir.

Mas sempre tenho vontade de ver.

Sempre.

Agora.

Às vezes tenho vontade de não controlar as pontas dos meus dedos,

de tentar chegar até você nem que seja assim.

No balanço de tudo, sei que isso tudo é sintoma de

que o objetivo é sempre esse:

Chegar a você.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

O que temer?

Eu devia ter uns oito anos e a casa ainda tinha cheiro de areia e cimento molhado. Há algum tempo as reformas haviam parado, mas esse era o cheiro do local. Fomos nos acomodando como dava e passamos alguns anos nela assim. O corredor que dava acesso aos quartos, no fim, à cozinha, no meio, e à sala no início, era longo. Toda a casa era longa, grande. Quase sempre ela não estava totalmente iluminada, era meio obscura. Não chegava a dar medo porque era a minha casa, mas dependendo do local e da situação ela poderia criar um certo receio, estado de alerta, aceleração do coração, etc. Quando eu e meu irmão ficávamos de castigo, por exemplo, era sempre no fim do corredor, no quase escuro total, em uma poltrona grande, velha e abandonada que ficava lá. Ela havia sido posta lá pra ser jogada fora e foi ficando, como tudo que estava lá foi ficando, inclusive nós. Eu lembro que dava um certo medo sim ir pra lá, acho que mais pelo castigo, por estar isolado do que pelo local. Talvez ele, o local, contribuísse em algo, mas ignorava essa idéia na época. Engraçado, posso concluir que já tive medo de um corredor pouco claro, de ficar nele, numa poltrona no fim dele. Hoje já é mais difícil. Mas também, do que ter medo hoje? O que temer? Como se não bastasse a agonia por me impor uma pergunta sobre mim mesmo (elas sempre me amedrontam), vem uma agonia maior ainda: a resposta conclusiva. Temo ao homem, a mim mesmo, ao passo que é nele a minha maior crença e confiança. Confuso? Ambíguo? Contraditório? Incoerente? Nem tanto já que estamos falando do ser humano e ele é isso tudo ao mesmo tempo. Só temos nós mesmos a temer. Felizes as crianças que temem o que está na cabeça, na fantasia... Felizes! Tristes os homens que temem o que está em si, o que existe. Precisamos... Acho melhor não colocar tudo isso em 3ª pessoa... Talvez seja forte alguém chegar a essas mesmas conclusões através das escrituras de terceiros e de confusão eu já tô cheio... Preciso me guardar de mim mesmo, sou meu próprio mau, enganado pela minha razão, traído pela minha bondade, condenado pelos meus olhos e ouvidos, delatado pelos meus sonhos...

Glória Bonfim

Glória Bonfim foi uma das minhas mais recentes descobertas na música. Me apaixonei como me apaixono por tudo que diz respeito à cultura popular brasileira. Glória canta as raízes afro brasileiras a partir da ótica do candomblé. Longe de qualquer apologia religiosa, o que fica pra mim é como toda essa identidade cultural é transformada em arte. Esse é o meu encantamento pela a cultura popular do nordestino, do índio, do negro, etc., e, consequentemente, pelo trabalho produzido por Glória Bonfim em seu primeiro CD "Santo e Orixá".

O CD foi produzido pela cavaquinista Luciana Rabello e tem composições de Paulo César Pinheiro, marido de Luciana, um dos maiores poetas que esse país já viu e ex-marido de Clara Nunes com quem formou uma parceria de sucesso e qualidade musical.

Como Glória foi parar no gosto de Luciana e Paulo? Isso é o mais genial dessa história. Ela é empregada doméstica da casa e encantou a todos cantando na cozinha, nas rodas de amigos que os visitavam, enfim.

Aqui o link do MySpace da cantora: http://www.myspace.com/gloriabomfim


Logo mais abaixo o depoimento de Luciana Rabello sobre o talento de Glória, sua vida, como ela chegou em sua casa até o lançamento do CD:

A Yalorixá Glória Bonfim é uma das mais expressivas e autênticas vozes que conheço. Seu canto primitivo, forte, verdadeiro, despretensioso e absolutamente intuitivo é um diamante bruto que representa, de forma emocionada, a cultura dos terreiros de candomblé, trazida pelos negros africanos e mantida aqui pelos mestiços brasileiros. Resolvi registrar o que ouvi, cumprindo tanto quanto possível o papel de repórter, interferindo minimamente e apenas quando necessário. O repertório inédito foi recolhido da obra de Paulo César Pinheiro, compositor preferido da cantora, que a ela o entregou como um presente. Todas as músicas abordam temas ligados ao candomblé, e muitas têm a forma de cantigas de santo, utilizadas em rituais. Chamei alguns dos instrumentistas e amigos que mais admiro, músicos que entendem e respeitam essa linguagem e que já admiravam a Glória das rodas na minha casa. Todos acertaram em cheio. A característica dessas cantigas se iniciarem sempre por uma invocação, puxada pelos babalorixás ou yalorixás e respondida pelo coro das yaôs, foi respeitada por todos, se impondo aqui a qualquer concepção de arranjo. A energia que rolou no estúdio deixou claro que os orixás ficaram satisfeitos e aprovaram nossa homenagem. Axé! A história dessa baiana é comovente e cinematográfica. Nascida em Areal, um pequeno povoado no interior da Bahia, Glória era requisitada desde muito menina pra cantar nas redondezas, em festas de casamento, batizados, etc. Ela conta que muitas vezes foi tirada da cama por seu Tutu, festeiro do lugar, vestindo um camisú (daqueles de cambraia com calçola igual) e levada no balaio de um jegue pra animar essas festas. Não havia rádio e muito menos disco naqueles lugarejos em que a festa dependia dos músicos e dos cantores da região. Filha de Domingas e Miguel, a pequena intérprete de 8 anos agradava a todos com sua voz potente. De cima de um caixote de madeira, sua voz era ouvida de longe, garantindo boa dança e boa festa! Década de 60, o rock chegando às capitais, e o hit da pequena cantora era a valsa Viagem, de João de Aquino e Paulo César Pinheiro. A partir daqueles dias, a menininha começa a sonhar em ser cantora de verdade. Mas a valsa e tudo aquilo ficaria pra trás quando, acreditando em falsas promessas de estudo e de um futuro melhor, Domingas entrega a filha aos cuidados de uma senhora. No lugar de cartilha, a menina recebeu uma colher-de-pau e o trabalho doméstico não remunerado. Voltou a subir em tamboretes, agora não mais pra cantar, mas pra alcançar o fogão e a pia. Acabou se tornando uma cozinheira de mão cheia! Aos quatorze anos veio pro Rio de Janeiro, fugindo da tal tutora. Sem documentos, pai nem mãe, tinha apenas a cara, a coragem e o dinheiro do ônibus. Trabalhou de doméstica e, dez anos depois, veio parar em minha casa. Meu filho Julião - que também estréia como violonista nesse disco - tinha apenas dois meses. Glória trabalhava sempre cantando. Desde a primeira vez que a ouvi, já senti o que estava ali. Voz rascante e afinada, com volume impressionante, precisão rítmica admirável. E tinha cultura, ancestralidade. O repertório era irretocável. Comecei a reparar também que Paulo César Pinheiro, o dono da casa, era o compositor mais constante, com diversos parceiros: Mauro Duarte, João Nogueira, Eduardo Gudin e, naturalmente, João de Aquino. Um dia daqueles, ainda sem conhecer sua história, passei pela cozinha enquanto ela cantava Viagem, e brincando, insinuei que ela estaria puxando o saco do patrão. Ela se assustou, me pegou pelo braço e me fez sentar pra explicar. Eu falei que aquela música era do Paulinho, ora! Com os olhos cheios d'água, ela me disse não acreditar que alguém inventasse música e, menos ainda, que estivesse trabalhando na casa do criador daquela, que a acompanhava desde criança. Eram dois fenômenos: Glória achava que músicas não eram feitas, mas que apenas existiam como as cantigas de santo do candomblé. E não imaginava, absolutamente, que estava há quatro anos convivendo com o autor da sua maior lembrança! Claro que esse trabalho que apresento era inevitável. E vocês vão concordar!
Luciana Rabello

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

O Réveillon da Fortaleza Bela


A atual gestão municipal de Fortaleza a coloca como "bela" ao mesmo tempo que a maltrata. Fingem não ver a real beleza da cidade, o seu povo, sua cultura, seus artistas. Alguns exemplos de descaso, irresponsabilidade e falta de planejamento saltam aos nossos olhos vergonhosa e discaradamente em reuniões com a Secretária de Cultura do Município, Fátima Mesquita, (isso quando ela aparece e não manda um de seus meninos de recado), com o chefe de gabinete, Waldemir Catanho e/ou com a equipe da Secretaria de Finanças que deixa claro que só há cumprimento das obrigações mediante a apresentação de planejamento feita por cada pasta, no nosso caso, a Secretaria de Cultura.

Agora as contas do Réveillon da Fortaleza Bela se abriram. R$ 5,1 milhão de reais gastos na festa. Concordo! Há que se gastar mesmo. É obrigação da gestão entregar ao povo um evento popular daquele porte, uma comemoração. Mas em favor de que? Sacrificando o que? É plausível que a prefeitura e a Secretaria de Cultura aleguem falta de dinheiro para o cumprimento de suas obrigações financeiras com os artistas enquanto as mesmas pagam a conta do Réveillon? Falta de dinheiro ou de planejamento?

Não faço aqui a campanha pela abolição da festa de final de ano, não! Mas exijo o mínimo de igualdade e respeito aos artistas de nossa cidade, bela! É o mínimo.

As contas:
R$ 836.000,00 ao Zeca Pagodinho
R$ 450.000,00 aos artistas Dado Villa Lobos e Marcelo Bonfá, ex-integrantes da Legião Urbana
R$ 417.706,80 à Margareth Menezes
R$ 240.963,85 ao Forro do Muído

Ressaltando que os artistas contratados também não pagam o pato. Planejamento e respeito, meu povo. É só!!!

O mais revoltante de tudo é a apatia de uma categoria artística. Cadê esse povo? Cadê os editais, o festival? Cadê?

Ah, Fortaleza Bela...

Ah, não esqueçam: As reuniões do Movimento Todo Teatro é Político acontecem todas as segundas-feira às 16h na sede dos grupos Bagaceira e Máquina (Rua João Lobo Filho, 62. Bairro de Fátima. Por trás do Hospital Antônio Prudente da Av. Aguanambi).

O que uma coisa tem a ver com a outra? Tem!!! E muito!!!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Meu lugar

São milhares de quilômetros em extensão de terra. Talvez milhões. Mas só há um lugar no mundo onde eu sou eu. Onde eu posso me ver cru, nu, na essência. Onde eu volto a ser criança, neutro, limpo, branco como que uma folha de papel novinha pronta pra viver tudo que vem pela frente e ir se preenchendo, se conhecendo, se definindo. Só há um lugar no mundo onde eu recupero tudo que já perdi e volto a ser eu. Onde eu sou pedra-sabão, pronto pra ser talhado. Só um: os braços do ser amado.

Programe-se: Teatro

Amanhã, dando continuidade ao projeto Teatro da Terça, do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, o Grupo 3x4 de Teatro apresenta o espetáculo "Curtas nº1" com direção de Silvero Pereira e no elenco Gyl Giffony, Mikaelly Damasceno, Silvero Pereira, Felipe Araújo e Rafael Barbosa.

O espetáculo une 5 trabalhos de pequena duração do grupo, a saber: "Confissões Entre Paredes", "Todas as Cebolas da Casa", "Para Sempre Fiel", "Para uma avenca partindo" e "Red Roses".

As apresentações continuam nas duas últimas terças do mês de janeiro (19 e 26) sempre às 20h e os ingressos custam R$ 2.00 e 1.00

Confiram!!!!!


domingo, 17 de janeiro de 2010

22º Prêmio Shell de Teatro

Saiu recentemente a lista de indicados ao 22º Prêmio Shell de Teatro, o mais importante do país. O Grupo de teatro Clowns de Shakespeare (Natal-RN) está concorrendo com o espetáculo "O Capitão e a Sereia" em duas categorias: música e figurino. Parabéns ao grupo e aos indicados Marco França e Wanda Sgarbi. Fico muito feliz pelo grupo, parceiros e amigos, e pela atuação da cena nordestina no Brasil.



Vale a pena conhecer mais sobre o grupo e os meninos, ambos incríveis, e é claro, conhecer mais sobre "O Capitão e a Sereia".


"O Realejo" escolhido o espetáculo da década do Teatro Cearense

"O Realejo", espetáculo do grupo cearense Bagaceira, foi eleito pelo jornal O Povo o espetáculo da década do teatro cearense. O espetáculo estreou em 2005 e vem construindo uma história particular e uma carreira especial, sólida e motivadora. O trabalho do grupo nos aponta o amadurecimento profissional e estético de quem encara o teatro com seriedade e profissionalismo. Todas essas conquistas não são louros gratuitos, mas frutos de um trabalho sério e dedicado. Tê-los aqui é uma experiência muito agradácel e motivadora. Parabéns, meninos! E obrigado!!!


Aqui a página do grupo no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=fucMJUt6fy4

Quem quiser conhecer acessa aí e procura a comunidade do grupo no orkut.

E ele chega...

Inferno Astral é o período de 30 dias que antecede a data de seu aniversário. Nessa época, a cada ano, você fica mais sensível e precisa se dar a si mesmo mais atenção. Durante essa fase, recomenda-se fazer um balanço de sua vida e quando se deparar com problemas, esforce-se por resolvê-los.

Paraíso Astral é o oposto de Inferno Astral, quando tudo parece funcionar perfeitamente bem, ou pelo em um nível melhor.

Inferno Astral
Início: 17 de Janeiro
Fim: 16 de Fevereiro

Paraíso Astral
Início: 17 de Julho
Fim: 16 de Agosto

Independente de tudo isso, tudo que virá será bom. Até as coisas ruins porque essas serão aprendizado. O que é meu tá guardado e o melhor ainda está sempre por vir!!! Certeza!!!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Bicicletada 100 anos TJA


O Theatro José de Alencar, nossa maior, mais importante e mais querida casa de espetáculos do Estado, faz 100 anos em junho de 2010. As comemorações já começaram desde o primeiro dia do ano com inúmeras atividades no e para o Theatro. Diversos espetáculos estarão em cartaz durante o ano fazendo parte da comemoração além de outras atividades pontuais comemorativas, a grande festa não será só o dia 17 de junho, mas a visita que podemos fazer a ele todos os dias.

Uma das atividades será um passeio de bicicleta pelo centro da cidade neste dia 17, domingo agora, às 15h. Quem tiver sua bicicleta chega lá, se junta a todos e vai. Quem não tiver aluga. Este serviço precisa ser agendado através do e-mail : pauloprobo@yahoo.com.br

Vamos! Vamos ver nosso centro com outros olhares. Sempre! Vamos visitar nosso Theatro comemorando todos os dias sua existência. Sempre!

VI Edital das Artes - Teatro

Lista de indicados da capital e do interior do Estado no VI Edital de Incentivo às Artes da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará.

Ainda não é o Edital que queremos, mas parabéns a todos, bom proveito e vamos à luta!!!

OS CLASSIFICADOS:

FORTALEZA

PESQUISA TEÓRICA OU DE LINGUAGEM

1º Gyl Giffony Araújo Moura

2º Fernanda Maria Romero Quinderé (O teatro cearense pelas mãos do figurinista e cenógrafo Flávio Phebo)

3º Lunardo Martins de Albuquerque (Hiramisa Serra – 50 anos de teatro: uma vida dedicada aos palcos)

4º Rafael Martins de Oliveira (Quatro Solos)

5º Herelana Dias de Aquino (A reconstrução do jogo ritualístico no teatro contemporâneo Fortaleza)

6º Flávia Cavalcante Tavares (O movimento corporal da Banda Cabaçal dos Irmãos Anicetos)

MANUTENÇÃO DE GRUPOS E COMPANHIAS PERMANENTES

1º Rogério Mesquita Rodrigues (Grupo Bagaceira de Teatro)

2º Francimara Nogueira Teixeira (Teatro Máquina)

Associação Teatral Palmas Prod. Artísticas (Palmas Culturais)

4º Grupo Teatro Novo (GTN 45 Encena)

5º Grupo Formosura (25 anos de teatro Formosura)

6º Companhia Pã de Teatro Pesquisa Produção Artística e Cultural (Janelas na Cidade)

7º Monique Cardoso Ferrreira (Aldeias Expressões Humanas)

8º Comunidade em Movimento da Grande Fortaleza (Nóis de Teatro)

9º Nelson Rubens Albuquerque de Oliveira (Pavilhão das artes)

10º Francisco das Chagas Soares Júnior (Teatro Vitrine)

11º Mikaelly Damasceno (Sala 3x4: manter para possibilitar,qualificar e empreender)

12º Centro Cultural Celita (Teatro Social de Juventude: Resistência da Cultura Popular através do reisado e bumba-meu-boi de pedras)

AUXÍLIO A MONTAGEM DE ESPETÁCULOS

1º Ricardo Guilherme Vieira dos Santos (RG 40)

2º Ari Rodrigues de Araújo (Brincadeira de Criança)

3º Ângela Vieira Soares (Mulheres que matam galinhas)

4º Instituto Teatro Público (Orquídeas Vermelhas, Lobos guarás)

5º Wilson Walmick Holanda Campos Filho (Otelo)

6º Fernando Antônio Fontenele Leão (Nossa Cidade)

7º Adriano Bessa Albuquerque (Machos)

8º Jailson de Souza Feitosa (Atar)

9º Projeto Criança Feliz João de Arribação

10º Paulo César Rodrigues Amoreira (Esperando Godot)

CIRCULAÇÃO DE RESIDENCIAS ARTÍSTICA DE GRUPOS OU COMPANHIAS PERMANENTES

1º Grupo Semearte de Teatro de Rua (A outra história de Romeu e Julieta)


INTERIOR

PESQUISA TEÓRICA OU DE LINGUAGEM

1º Francisco Galba Nogueira da Fonseca Filho (O corpo simbólico: O treinamento do ator através da capoeira) - São Gonçalo do Amarante

2º João Paulo Freitas (Teatro Legislativo – Uma descrição metodológica para o exercício da participação democrática) - Maracanaú

MANUTENÇÃO DE GRUPOS E COMPANHIAS PERMANENTES

1º Joélia Maria Braga de Sousa (Dona Zefinha - 20 anos de Teatro de rua) - Itapipoca

2º Márcia Maria de Oliveira Lima (Teatro Romançal) - Russas

3º Davidson Caldas Miná (Cia. Camarim de teatro) - Maranguape

4º Jean Nogueira (O trágico em cena) - Juazeiro do Norte

5º Associação de Pesquisas e Atividades Teatrais (Da Cia do batente aos palcos reluzentes: 10 anos de batente) - Sobral

6º Associação Grupo Ninho de Teatro (Casa Ninho) - Juazeiro do Norte

7º Gabriela Sousa dos Santos (Parque de Teatro – 10 anos de ação cultural e social) -Aquiraz

8º José Gilsimar de Oliveira Gonçalves (Encena: Loucos por Teatro) - Barbalha

AUXÍLIO A MONTAGEM DE ESPETÁCULOS

1º João Batista dos Santos Júnior (Isso é teatro popular) - Icapuí

2º Maria do Carmo Ribeiro Costa (A fábula do Jaraguá no imaginário popular) - Sobral

3º Sociedade Cariri das Artes (A donzela e o cangaceiro) - Crato

4º Márcio Medeiros da Costa (Feio) - Maracanaú

5º Sociedade Cultural Granjense (O Eclipse Itinerante) - Granja

6º Teatro Ateliê de Investigação e práticas alternativas (Linha de ferro: Uma intervenção teatral entre caminhos) - São Gonçalo do Amarante

7º Francisco Paulo Ferreira da Silva

8º Michelle Ferrúcio (Ata Cariri) - Juazeiro do Norte

9º Assoc. Do Assentamento Logradouro Ubiraçú (Filhos do Sertão: contos e pelejas do povo de Canindé) - Canindé

10º Prefeitura Municipal de Palhano (Luz, Câmera e Cidadania) - Palhano

11º Romildo de Queiroz Lima (A mala do folheteiro) - Maracanaú



Este Edital é uma conquista de toda classe. O orçamento está em R$ 1.040.00,00 (Um milhão e quarenta mil reais) graças à luta dos artistas e ao diálogo estabelecido com a Secretaria. Continuemos juntos e com o diálogo para sempre melhorarmos o que temos.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Amanhecendo

Hoje tive duas experiências que não tenho há muito tempo. Acordei muito cedo. Sem incômodos. Bastante satisfeito do sono, mas acordei. São 05h30 da manhã e já deu tempo de ver, sentir e processar todas as coisas que relato aqui. Há muito tempo isso não acontecia comigo e há muito tempo também não sentia as pessoas pela sua simples presença como senti meu pai hoje. Vê-lo acordar, escovar os dentes, andar pela casa, sair, voltar, trazer pra dentro de casa o cheiro da tarde da padaria, entre outras coisas, foi muito bom. Senti-lo. Somente. Lembrou-me muito a atmosfera que envolve os amantes do poema "Casamento" da Adélia Prado. É lindo. Vou à rua, à varanda. Tenho o privilégio de ver de cima a minha rua amanhecendo. Como ela é bonita... Fortaleza é realmente bela. Insuportavelmente bela. Os primeiros raios de sol chegam, a hora mais bonita do dia. Estou em uma posição privilegiada, uma encruzilhada. Vejo mais de uma rua, encontros. Poucos pedestres, alguns ciclistas, nenhum carro. As coisas vão, aos poucos, acontecendo, amanhecendo, acordando, desbravando-se. Um senhor moreno leva num depósito de plástico transparente as tapiocas que comporão para outras pessoas o mesmo cheiro que meu pai trouxe pra casa no início da manhã. Vai... Rangido longe. Os sons também vão desbravando-se. Outra bicicleta. Ritmo monótono e compassado. Rotina. Ela passa por uma senhora baixa e gorda vestindo rosa bebê levando seu guarda-chuva e seu terço. Certamente outra rotina. Elas, as rotinas, também vão desbravando-se. Na encruzilhada ela olha bem uma rua, a outra. Vem alguém? Sou a única? Segue. As luzes dos postes ainda estão acesas. Duas ou três da rua toda. Elas ainda dormem. Não reconheceram que já é dia. Não há sol efetivamente, só os primeiros raios, mas já é dia claro. Mais silêncio, mais ninguém, somente eu. Eles me dão tempo para absorver e realmente observar tudo que passou até aqui. Fortaleza está acordando. Um carro aqui e acolá. Ingenuidade! Não estou só. E o pior: estou sendo observado. Na calçada de uma das outras três esquinas um gato completamente branco de rabo completamente cinza me olha. Também olho pra ele. Ele vai. Não nos oferecemos ameaças um ao outro. Sobe o muro, se sustenta, alinha-se e percorre a linha de tijolos de lá pra cá, observa o quintal da vizinha não como quem vai dar o bote, só observa. De longe um galo canta. Não sabia que alguém aqui tem um galo. As galinhas observadas pelo gato se encorajam com o canto do galo e cacarejam, todas. O gato vai. Sinto as coisas mais claras, mais amarelas, iluminadas. Já há algum sol. As nuvens parecem se enrolar nas vestes de Oxum, estão todas amarelas. É concretamente dia. Volto a dormir.

Puta que pariu!!!

Depois de muito tempo tá voltando.
É isso mesmo, as coisas começam, param, continuam e um dia acabam.
Tô continuando, um dia pode parar...