Às vezes eu tenho vontade de sair dançando.
Qualquer coisa.
Emendar num samba depois.
Às vezes tenho vontade de ficar parado também,
olhando pra mim e pros outros,
pra uma pessoa só.
Sempre.
Agora.
Às vezes eu tenho vontade de perder o ar, o fôlego,
de encher um balão branco e soltar,
deixar voar, perder de vista.
A ele, ao balão, e a mim também.
Tenho vontade de me perder de vista,
de ser humano.
Às vezes também tenho vontade de sair vivendo tudo,
de curtir.
Também tenho vontade de ficar num quarto.
Trancado.
Me sentir.
Somente a mim.
Somente à minha presença.
Morrer só.
Às vezes tenho vontade de estar junto.
Sempre.
Agora.
Às vezes tenho vontade de cantar.
Qualquer coisa.
Às vezes tenho vontade de cantar.
Bethania, Ângela, Dalva, Núbia.
Às vezes tenho vontade de ser tema.
Na voz delas.
Pode ser.
Na caneta do Benito.
Pode ser também.
Às vezes sou pretensioso sim
Como agora.
Na maioria das vezes só quero viver,
ir vivendo,
experimentando,
sendo,
sentindo.
Às vezes tenho vontade de falar de mim em 3ª pessoa,
às vezes de ser protagonista,
de mentir,
nem sempre de falar a verdade.
Omito.
Sempre.
Agora.
Às vezes tenho vontade de falar,
às vezes de ouvir.
Mas sempre tenho vontade de ver.
Sempre.
Agora.
Às vezes tenho vontade de não controlar as pontas dos meus dedos,
de tentar chegar até você nem que seja assim.
No balanço de tudo, sei que isso tudo é sintoma de
que o objetivo é sempre esse:
Chegar a você.
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