terça-feira, 24 de junho de 2008

de raspão.

"E aí cara, como foi o fim do dia?"

"Tudo bem! Tive que ir à Canindé, mas já voltei."

Conversa entre dois amigos

"A vida é como uma roda: de dia você pode tá em cima, mas de noite você pode tá embaixo."

Mãe Zimá

Vive-se tudo com uma efemeridade monstra. A vida é uma efemeridade monstra. Mas tudo, por mais que seja efêmero, pode ser vivido como se fosse o único: com uma intensidade monstra. A vida é um instante. E "o instante é aquele átimo de tempo em que o pneu do carro correndo em alta velocidade toca no chão e depois não toca mais e depois toca de novo. Etc. etc. etc. "

5 comentários:

Unknown disse...

De quem seria esta metaforização da vida num pneu de carro?

Joel Monteiro disse...

Não é bem da vida, mas do "instante". Pertence à Sra. Lispector nas linhas finais de "A Hora da Estrela". Só!

Andréa Beníccio disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Andréa Beníccio disse...

"Efêmero" Adoro essa palavra.. chega a dar aquele friozinho na espinha só de pensar que cada "instante" ... pluft.. não existe mais e não volta..

Sem INTENSIDADE, o "pneu fura" e tende a inércia!!!

bjos da fã,
Déa

Joel Monteiro disse...

Tbm adoro essa palavra. Mais ainda pelo que ela pode vir a ser. A efemeridade pode ser algo tão marcante, aliás, acho que o é por ser efemeridade, por acontecer e vc querer sempre mais, vivendo sempre de lembranças. E viva a efemeridade com as intensidades mais largas possíveis!!!