Até que ponto vale a pena defender seus interesses com unhas e dentes? Quais devem ser os interesses que possam valer a pena serem defendidos com unhas e dentes? O que vale nesse jogo? O que é mais importante? O seu interesse? O interesse do que é seu? O seu interesse é o seu interesse? O que você toma pra si como seu interesse é algo que faz parte de você que, sem o qual você não é o mesmo. Assim, vale tudo e, contrariando Tim Maia, tudo mesmo, não há exceções. É vestir a pele de Pit Bull. É sobrevivência. É traçar objetivos, lutar junto, trazer junto, fazer junto, querer junto, estar junto, pensar junto. É conseguir fazer tudo isso com quem, milagrosamente, tem os mesmos interesses. E quem não os tem? Certamente não estão no mesmo barco. E se, milagrosa, espantosa e curiosamente, estiverem? Alguma coisa há de errado. De qual parte? Depende do ponto de vista. Do meu? Da dele. Tudo é muito simples quando as coisas devem funcionar. Quando as coisas precisam funcionar. Na verdade, quando é o fluxo natural das coisas funcionar. Não há concessões. Não há negociações. Só há o que fazer. E se, teimosamente houverem concessões e negociações? Chances podem surgir mas elas, certa e definitivamente, vão ser furadas, desperdiçadas. E tudo porque é muito simples. Pra uns é uma chance imperdível, diga-se de passagem. Pra outros, os iluminados recebedores da chance, só mais um acontecimento, mais um dia, mais um simples instante, o trivial. Nada demais aconteceu. Não há luz nos "iluminados" porque eles não buscam a luz. Eles nem sabem que ela existe. Por quê? Porque eles, verdadeiramente, nunca buscaram por ela nem sequer precisaram dela. Eles não precisam da chance. Eles nem sabem que ela existe porque eles nem sabem que a perderam. Não faz falta. Não há o interesse. Nem esse, nem o outro, nem o diferente, nem o mesmo. Não há.
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