domingo, 21 de fevereiro de 2010

Manchas roxas

Velas pela casa.
Visão turva
e as minhas manchas
roxas viram rosas.

Exílo-me na esperança de
que elas queimem
logo.

Não queimam.

Não desaparecem.

São de metal-púrpuro-vegetal.
Outros marcaram-nas
em mim como que em gado.

Esses sim, desapareceram.
Com o vento, não com o fogo.
Elas não. Vão ficar.

Eternamente?

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