quarta-feira, 3 de março de 2010

Uma manhã

É manhã intensa
de bolas azuis gritantes,
mãos rápidas, tezas e cortantes
e diálogos quentes.
Eles me deixam quente.
São maiores do que eu
e me dão medo.
Representam um pouco de futuro
assim como as nuvens
cinzas que cobrem o céu azul,
anunciam algo.
Tempestade?
Talvez sim.
Destruídora?
Talvez sim.
Ela virá, mas trará água também.
Lavará! Tudo!
Cortará. Como as mãos.

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