Sou um louco. Um inútil. Na melhor das hipóteses, um doente. Preciso pensar e me ocupar com inutilidades. Nada de útil me atrai, somente o que é nobre, puro. Isso não é útil. Não uso meu tempo pensando no melhor funcionamento de uma lei, de uma fórmula matemática aplicada, na descoberta da cura de uma doença, mas perco horas pensando a melhor forma de mostrar as diversas faces de um ser imaginário. Mostro tudo. Digo nada. Tudo em mim e os meus interesses, principalmente, estão na área do indizível, do inenarrável, do indescritível. Não sei dizer o que faço, só sei mostrar.
2 comentários:
Lembrei da aula de Lycurgo.
Sou uma inútil também. :)
É isso mesmo Mayra!!! Fiquei passado com aquilo!
Muito bom!!!
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