Às vezes eu tento dar um beijo na alegria. Ela rejeita. Vira o rosto. Desdenha. Quando forço a barra ela limpa o rosto como se meu beijo tivesse melado sua face de saliva gosmenta e fedida.
Quando tento dar um abraço nela ela se esquiva. Certa vez deixou, mas manteve os braços imóveis. Não me abraçou.
Já cumprimentei-a na frente de todos. Estendi a mão. Fiquei no vácuo. Ela fingiu que não me viu. Foi obrigada a fazer isso por educação porque haviam muitos em nossa presença. A eles sim, devia satisfação e recebia tudo deles.
Passando por ela na rua tentei somente encará-la. Ver, enxergar, trocar um olhar. A esperança era de ser visto também para que rolasse aquele aceno com a cabeça, posteriormente um leve sorriso e, numa outra oportunidade, tentar beijá-la, abraçá-la, cumprimentá-la.
Ela virou a cara.
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