quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Brasília, 24 de agosto de 2011.

O Planalto Central lá no fundo. A Esplanada dos Ministérios formando um corredor a partir dele. A Catedral no fim desse corredor. À frente dela encenamos "Sua Incelança, Ricardo III" na abertura do Cena Contemporânea Festival Internacional de Teatro de Brasília 2011. Era essa a visão que o público teve ontem.

Brasília nunca me despertou desejos, vontade de conhecê-la, não é uma cidade em que eu viveria, etc., mas sempre me despertou muita curiosidade. É muito intrigante ver esses prédios e imaginar que ali, concretamente, naqueles metros quadrados de chão, coisas estão sendo decididas. Algumas dessas coisas, a maioria delas, vai ser de fundamental importância pra mim, pra sociedade em que vivo. É muito doido ver um prédio com o letreiro dourado "Ministério da Cultura" e imaginar que dentro de algumas salas ali dentro decisões estão sendo tomadas sobre algumas coisas das quais dependo.

Foi com essa vista que o público de Brasília pode assistir nossa primeira apresentação no festival. Trouxemos pra cá a briga entre os York e os Lancaster pela permanência no poder. Trouxemos pra cá essa história sendo contada pelos mambembes, pelos palhaços. Trouxemos pra cá o que pode haver de mais brasileiro. Trouxemos uma essência: Nossa história carnavalizada.

Aqui, ainda mais, "Sua Incelença, Ricardo III" se fez crítica e crônica do nosso povo, da nossa história, da nossa realidade.

Evoé!

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