Por falar em barbeiro, lembrou da primeira vez que visitara um. Todas as sensações eram desconhecidas, novas e, por isso mesmo, eram saboreadas genuína e autenticamente sem nenhuma parte racional de seu cérebro dar conta disso. A melhor delas ele guarda até hoje. Quando o serviço terminara e o barbeiro tirou a toalha que o cobria e protegia seu corpo dos pêlos descartados como que um mágico que mostra o feito para a pateia, se sentiu completamente nu, despido. Foi assustador, real e eterno.
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