segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Quando se é pequeno e vai-se à praia cedo (geralmente ia acompanhado de minha tia. Era delicioso) brinca-se muito, esforça-se e gasta tudo que se tem que gastar de reservas energéticas no corpo. Era assim comigo. Quando chegava em casa estava morto e meu corpo não tinha vontade própria. Era meio que zumbi. Uma ressaca. Mas estava feliz demais. Aquela molezinha no corpo era muito gostosa. Ficava assim o dia todo.

A mente está meio ressaqueada hoje ao acordar. É claro que a espera no aeroporto, a volta pro hotel, a remarcação da viagem pra cinco horas depois do previsto, a chateação, a discussão, a raiva e o cansaço contribuíram. Mas é tudo maior. É meio que anestesia. Estou em órbita com tanta coisa na cabeça.

A semana do Programa Rumos Teatro do Itaú Cultural terminou no sábado passado e hoje me sinto assim. Foi muito potente viver aquilo. Pra quem é de grupo sabe do que estou falando e da força disso. Ver os pares, os encontros, os reconhecimentos dentro disso é forte demais. Nos identificamos, rimos, choramos, alegramos, lamentamos, somos.

A sensação do hidratante gelado nas costas no fim do dia e as lembranças daquele dia de praia estão aqui até hoje. O fato de termos apresentado um resultado no final não nos diz que tudo terminou. Acho que tudo começa agora. Tudo ainda vai nascer! Os ciclos não fecharam. Começaram.

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