Ontem recebemos o resultado de dois editais importantes para quem faz cultura neste país: o Procultura e o Myriam Muniz.
O Edital Procultura deveria ter divulgado seu resultado ano passado e os projetos contemplados por ele deveriam ser executados no correr deste ano. Esse lançamento vem sendo protelado durante o ano todo e em agosto lançaram a lista de habilitados para concorrer ao edital. A lista era imensa e já imaginávamos como iria demorar para todos os projetos serem avaliados. Cerca de três semanas atrás o edital Myriam Muniz teve suas inscrições encerradas e começada sua seleção. Ou seja, demoraria um pouco para serem lançados os selecionados.
A lista de selecionados nos dois editais é estranhíssima. Notadamente há uma divisão de projetos por estados e regiões e isso é preocupante.
É tudo muito estranho... Os dois resultados, que seriam, teoricamente, independentes, são lançados no mesmo instante e em suas listas de selecionados notamos essa distribuição.
Quem foi premiado em um não foi premiado no outro. Salvo a única exceção para o Coletivo Alfenin, se não me engano.
Mesmo sendo contemplado em um dos editais e ficando feliz com isso, tudo isso me preocupa. É preocupante um ministério que tem esses parâmetros da democraciazinha barata e burra. Assim, projetos importantes e relevantes para o fazer teatral, para a continuidade de um trabalho, de uma pesquisa, deixam de acontecer em detrimento de uma cota.
Não há critério de qualidade artística no projeto do Ministério da Cultura!!!
Assustador!
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