sábado, 2 de junho de 2012

Hoje seria aniversário de Ana Cristina César, poetisa carioca, se estivesse viva. Uma das minhas poetisas preferidas. Linda poetisa, linda poesia. Sabe aquela poesia habitada em um território que parece culto, erudito, que tem um aspecto formal e estrutural que você olha de cara e acha que não vai entender? Pois é, a poesia dela é assim. Mas ela invade de outra forma. Você entende. Engraçado. Não há, para mim, espaço para o verbo entender quando se fala de arte. Pra mim há vários outros: perceber, experimentar, sentir... Com a obra de Ana  Cristina César é assim. Ela chega. Você não sabe como, você não sabe porquê. Ana Cristina César fala dela e, assim, de nós, de mim.

"olho muito tempo o corpo de um poema
até perder de vista o que não seja corpo
e sentir separado dentre os dentes
um filete de sangue
nas gengivas"

Ana Cristina César

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