quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

A TV a cabo da casa dos meus pais tem muitos canais. Muitos. Eu mesmo nunca consegui completar um ciclo zapeando no controle remoto. Tô aqui, na casa deles, descansando do ano intenso de trabalho e comemorando as festas de final de ano junto a família e aos amigos. Descanso vai, descanso vem, estou eu com o controle nas mãos. Canal vai, canal vem, está passando o especial de Natal do Chaves na TV. Por um único momento, rápido, lancinante, ligeiro e zombeteiro me emcionei com Roberto Bolaños. Engraçado que não cheguei a me comover no momento de sua morte embora as figuras criadas e captaneadas por ele tenham participado ativamente da minha infância e povoado meu imaginário infantil. Mais curioso ainda foi o motivo da emoção, uma besteira. Era apenas ele em seu ofício, sendo ator, reagindo. Era o gesto.

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