Para o docionário:
Paixão: do Lat. passione, sofrimento. s. f. Sentimento excessivo; amor ardente; afeto violento; entusiasmo; cólera; grande mágoa; vício dominador; alucinação; sofrimento intenso e prolongado; parcialidade; o martírio de Cristo ou dos Santos martirizados; parte do Evangelho em que se narra a Paixão de Cristo; colorido, expressão viva, em literatura.
No documentário "Vinícius" há um depoimento da Tônia Carrero que diz que o Vinícius de Moraes nunca fora mulherengo, mas movido à paixão. Necessitava de estar sempre com algo tinindo em folha e aceso dentro do peito, daí a sua necessidade de estar sempre apaixonado, e não amando, de ser sempre alertado por algo muito vibrante dentro de si que não o deixa esquecer a sua atual "vítima". Se essa vibração não ocorresse mais, algo estava errado e...adeus. Não sei se essa foi a explicação mais hipócrita ou a mais bonita para se definir o comportamento do poeta, mas decidi optar pela segunda alternativa. Também não sei se a paixão é tão avassaladora assim como me convenceram, como nos convenceram. Talvez as minhas sejam mais tímidas, mas perenes. É realmente muito bom estar sempre destinando uma atenção mais especial à algo. Um livro, uma música, uma cantora, um bicho de estimação ou até mesmo a uma pessoa. rsrsrsrsrsrs. Poder dedicar alguns precisos minutos objetiva e diretamente a algo deve ser a paixão. Deve ser a minha, pelo menos. Decidi, ou melhor, analisei e cheguei à conclusão que estou, sim sempre apaixonado. E não de forma bem tímida, mas da minha forma. Na minha definição da paixão. Sei também que mais do que estar sempre apaixonado, estou buscando estar sempre apaixonado. Procurando alguma cantora nova, alguma atividade nova, algum livro novo, alguém novo. Estou sempre querendo dedicar minha atenção a algo descoberto com muito prazer.
Para o Joel:
Paixão: palavra. Ato de dedicar sua visão, sua atenção e seu carinho, à sua forma, aos algos.
P.S. Durante muito tempo essa vai ser uma das coisas mais bregas que escrevi na minha vida, mas foi o jeito. rsrsrsrrsrsrsrrss.
4 comentários:
Oi Joel!Descobri por acaso esse seu blog.Achei 10,vc escreve muito bem, mas fiquei triste...não vou mentir que teria amado të-lo descoberto através de ti e não por acaso...Mas parabéns, sou fã do seu trabalho, de vc!
Não vou me identificar.No dia que vc me falar sobre ele, o blog, me identifico.Venho aqui de vez em quando até vc descobrir.Sucesso!
Ôpa. Suspense? Tá bom então, mas sou péssimo nessas coisas. Não vou adivinhar quem é...rsrsrs.
Brega ou não, paixão é tudo. Também não faço muita coisa sem ela. Sei que tem que existir amor, mas ele é brando, linear. A paixão faz a gente querer mais, ir mais fundo, ir contra todos.
Como já disse Voltaire: "Paixão é uma infinidade de ilusões que serve de analgésico para a alma." Quem somos nós para contradizê-lo?!
Acredito nas paixões brandas e lineares também. Que nos fazem dedicar atenção, não parar de olhar, brandamente, mas não parar de olhar, não saber falar noutra coisa, não esquecer dela, ou melhor, encontrar referências dela em várias coisas...enfim...atentar!
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