domingo, 11 de maio de 2008

...e não ter a vergonha de ser feliz...


Nunca se vive tudo! Por mais que se saiba desfrutar das coisas certas nos momentos certos nunca se vive tudo. Sempre vai ter algo deixado pra trás, feito por incompleto ou feito em demasia. Por incrível que pareça! Mas tem coisas na vida que fazemos em demasia. Fazemos demais que passa da conta e deixa de ser importante, deixa de ser bom ou simplesmente perde a graça. As relações afetivas, coitadas, são sempre as mais prejudicadas nesse quesito. Nunca se vive tudo até mesmo porque nunca se vive uma vida. A vida é feita de etapas. Um todo claro, mas que tem suas etapas muito bem construídas e estruturadas. Tudo muito, e sempre, aristotélico com princípio, meio e fim. Muitas vezes essas etapas, esses blocos vêm com um requinte maior na sua estrutura e podem nos apresentar fábulas, peripécias, reconhecimentos, acontecimentos patéticos, catástrofes, desenlaces, terror, compaixão, catarse, mas nunca deixando de ser aristotélico em sua forma bruta. Sempre com princípio, meio e fim. Nunca se vive esse todo porque se vive os blocos primeiramente. Se vive o começo de um ciclo, seu meio e seu desenvolvimento e, por fim, seu término. Acaba que a vida vivida são os blocos. Como os capítulos de um livro. O capítulo das brincadeiras na rua, o capítulo dos amigos da 8ª série, o capítulo do divertido ensino médio, o capítulo do vestibular, o capítulo das arrebatadoras artes cênicas no CEFET funcionando como um divisor de águas, o capítulo do necessário teatro, o capítulo do grupo de teatro, o capítulo atual: dos sonhos e dos projetos que daqui a pouco vai ser um capítulo passado, como o capítulo da infância, ou melhor, um capítulo vivido, uma etapa, um bloco vivido. Com começo, meio e fim. O capítulo forma o livro, claro. Os blocos formam a vida, claro. Mas não se lê um livro com perfeita compreensão quando saltamos um capítulo. Não se vive uma vida com perfeita compreensão quando se salta ou deixa pela metade um bloco. Não se vive uma vida. Se vive vários blocos. Com começo, meio e fim.

8 comentários:

Angela Moura disse...
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Angela Moura disse...
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Angela Moura disse...

Arrasou na cronica heim....rsrsrsrs
mas é isso!
Eu merma to vivendo um capítulo surpreendente na minha vida, e cada dia eu sinto q é um momento único, q eu tenho q aproveitar o máximo, intensamente, como se fosse o ultimo bloco da minha vida.
Estou muuuuito feliz sim,e to aqui pra falar q n tenho vergonha nem medo de declarar essa felicidade naum! Valeu meu fofo! Vc só não é dez, porque dez só Gyl Gyffoni ( O melhor ator do Ceará)rsrsrsr..bjussss

Joel Monteiro disse...

Viver os blocos tem que ser o lema Rosilda! Feliz vc, feliz eu. Mais felicidade sempre!!! Conordo em tudo com, principalmente quando se fala no maior ator do Ceará né?
kkkkkkkkkkkkkkkkkk

Clowns de Shakespeare disse...

Às vezes me pergunto o que eu fiz para merecer tantas citações, será o simples fato da minha existência? Bonita postagem, Joel; como vc acredito nos capítulos, mas acho que alguns deles não são tão aristotélicos, a vida tem redemoinhos que nunca se fecham, são lutas constantes, só se fechariam com a morte, se esta for o fim...

P.S. Roseta, muitas saudades! Saiba que vc sempre está em meus pensamentos, como sei que estou nos seus tb...

Joel, grande abraço!

Joel Monteiro disse...

Talvez esse capítulo das lutas tenha sido apresentado mais requintado: com peripécias, reconhecimentos, fábulas e redemoinhos. E talvez eles sejam ariatotélicos em sua forma também. Seu fim pode ser...a morte.
hehehehehehe.

Fabiana Melo disse...

Engraçado você falar disso logo nesse momento. Eu sempre tive essa impressão, Joel, de que a vida da gente é feita de "ciclos" (o que, no caso, você chama de "blocos"). Tem dia que acontece alguma coisa na minha vida e eu digo: "Ponto. Aqui se encerrou mais um ciclo". Aí fico devaneando sobre como tudo começou e o que mais aconteceu até que aquele período, enfim, se encerrasse. Pensei que fosse só viagem minha, mas, pelo jeito, há gente tão louca (ou tão sã) quanto eu nesse mundo! Rsrsrsrs...

Valeu demais, Joel. Ótimo texto!

Joel Monteiro disse...

Se há mais gente louca ou sã no mundo a gente nunca vai saber precisar. Até porque loucura e sanidade pra mim são situações e não estados de ser...hehehehhehe...mas que tem gente prestando atenção em si, no que acontece em volta, no que para de acontecer em volta..isso tem..pelo menos nós dois né, Fabi? rsrsrsrrss