





Amaríssimo...esse sim era o adjetivo perfeito para qualificar aquele quadro. Nem a macérrima face em que se personificava a visita dava a um sequer dos presentes naquela sala um míninmo de comportamento cordial. Nobilíssimos, ao passo que pigérrimos. Ninguém, nenhum dos presentes teve o magnificentíssimo ato de abandonar suas sacratíssimas atividades egoístas. O fragílimo presente teve que contentar-se com o frigidíssimo ar que o cercara desde a hora em que pusera os pés ali. Dulcíssimos eram seus pensamentos de como seria a recepção. Engano. Os celebérrimos anfitriões não se atreveram a abrir mão de suas mansuetíssimas bolhas onde regozijavam de um libérrimo ambiente e de um juveníssimo clima. Cada minuto que passava tornava-o menor. Humílimo, mas fidelíssimo a sua tarefa. Por mais péssima que fosse a situação e por mais paupérrimos que fossem os meios para contorná-la, ele acreditava em um futuro próximo prospérrimo. Sapientíssimo. Fidelíssimo aos seus objetivos não imaginou que fosse facílimo o que minutos antes parecia dificílimo. Crudelíssimos foram os minutos anteriores e seus primeiros pensamentos. Agora, situação contornada. Um sorriso. Comuníssimo, mas um sorriso. Mais alguns minutos, deliciosas iguarias provadas e, principalmente, ótimos destilados servidos, tudo arranjou-se. Batuques. Pratinelas. Cuícas. Tamborins. Festa.
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