terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Receita para alívio: Adélia Prado

As poesias de Adélia Prado sempre me deixam com ar e sensação de que a vida é sempre o que temos nas mãos, nada mais, nada de coisas mirabolantes, amores exageradamente impossíveis, nada de palavras que não alcancem qualquer um, não.

Ela é, e sua obra também, o que Belchior queria dizer na canção Caso comum de trânsito. Ela começa assim: "Faz tempo que ninguém canta uma canção falando fácil... claro-fácil, claramente... das coisas que acontecem todo dia, em nosso tempo e lugar. Você fica perdendo o sono, pretendendo ser o dono das palavras, ser a voz do que é novo; e a vida, sempre nova, acontecendo de surpresa, caindo como pedra o povo."

É bom pensar algumas coisas sob essa ótica da simplicidade mesmo. Belchior já dizia em Alucinação "A minha alucinação é suportar o dia-a-dia e meu delírio é a experiência por coisas reais..." E quanto mais simples melhor. É tudo muito complicado por natureza. Se a música, a poesia, o teatro, etc. vem e tenta teorizar tudo no mundo, como a onda que tenho entrado ultimamente, aí tudo se torna pesaroso demais, como tem se tornado.

Adélia nos mostra a mulher como mulher que ama e nada mais, o amor como o amor que se entrega e nada mais, a vida como a que qualquer um vive e nada mais. Ela nos mostra, a nos mesmos.

Aqui tem um link pra baixar algumas coisas dela:

Informações sobre ela, biografia, obra, etc. é só o que tem.

Recomendo!!!

Vocês vão gostar. Alivia.

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