domingo, 17 de janeiro de 2010

"O Realejo" escolhido o espetáculo da década do Teatro Cearense

"O Realejo", espetáculo do grupo cearense Bagaceira, foi eleito pelo jornal O Povo o espetáculo da década do teatro cearense. O espetáculo estreou em 2005 e vem construindo uma história particular e uma carreira especial, sólida e motivadora. O trabalho do grupo nos aponta o amadurecimento profissional e estético de quem encara o teatro com seriedade e profissionalismo. Todas essas conquistas não são louros gratuitos, mas frutos de um trabalho sério e dedicado. Tê-los aqui é uma experiência muito agradácel e motivadora. Parabéns, meninos! E obrigado!!!


Aqui a página do grupo no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=fucMJUt6fy4

Quem quiser conhecer acessa aí e procura a comunidade do grupo no orkut.

E ele chega...

Inferno Astral é o período de 30 dias que antecede a data de seu aniversário. Nessa época, a cada ano, você fica mais sensível e precisa se dar a si mesmo mais atenção. Durante essa fase, recomenda-se fazer um balanço de sua vida e quando se deparar com problemas, esforce-se por resolvê-los.

Paraíso Astral é o oposto de Inferno Astral, quando tudo parece funcionar perfeitamente bem, ou pelo em um nível melhor.

Inferno Astral
Início: 17 de Janeiro
Fim: 16 de Fevereiro

Paraíso Astral
Início: 17 de Julho
Fim: 16 de Agosto

Independente de tudo isso, tudo que virá será bom. Até as coisas ruins porque essas serão aprendizado. O que é meu tá guardado e o melhor ainda está sempre por vir!!! Certeza!!!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Bicicletada 100 anos TJA


O Theatro José de Alencar, nossa maior, mais importante e mais querida casa de espetáculos do Estado, faz 100 anos em junho de 2010. As comemorações já começaram desde o primeiro dia do ano com inúmeras atividades no e para o Theatro. Diversos espetáculos estarão em cartaz durante o ano fazendo parte da comemoração além de outras atividades pontuais comemorativas, a grande festa não será só o dia 17 de junho, mas a visita que podemos fazer a ele todos os dias.

Uma das atividades será um passeio de bicicleta pelo centro da cidade neste dia 17, domingo agora, às 15h. Quem tiver sua bicicleta chega lá, se junta a todos e vai. Quem não tiver aluga. Este serviço precisa ser agendado através do e-mail : pauloprobo@yahoo.com.br

Vamos! Vamos ver nosso centro com outros olhares. Sempre! Vamos visitar nosso Theatro comemorando todos os dias sua existência. Sempre!

VI Edital das Artes - Teatro

Lista de indicados da capital e do interior do Estado no VI Edital de Incentivo às Artes da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará.

Ainda não é o Edital que queremos, mas parabéns a todos, bom proveito e vamos à luta!!!

OS CLASSIFICADOS:

FORTALEZA

PESQUISA TEÓRICA OU DE LINGUAGEM

1º Gyl Giffony Araújo Moura

2º Fernanda Maria Romero Quinderé (O teatro cearense pelas mãos do figurinista e cenógrafo Flávio Phebo)

3º Lunardo Martins de Albuquerque (Hiramisa Serra – 50 anos de teatro: uma vida dedicada aos palcos)

4º Rafael Martins de Oliveira (Quatro Solos)

5º Herelana Dias de Aquino (A reconstrução do jogo ritualístico no teatro contemporâneo Fortaleza)

6º Flávia Cavalcante Tavares (O movimento corporal da Banda Cabaçal dos Irmãos Anicetos)

MANUTENÇÃO DE GRUPOS E COMPANHIAS PERMANENTES

1º Rogério Mesquita Rodrigues (Grupo Bagaceira de Teatro)

2º Francimara Nogueira Teixeira (Teatro Máquina)

Associação Teatral Palmas Prod. Artísticas (Palmas Culturais)

4º Grupo Teatro Novo (GTN 45 Encena)

5º Grupo Formosura (25 anos de teatro Formosura)

6º Companhia Pã de Teatro Pesquisa Produção Artística e Cultural (Janelas na Cidade)

7º Monique Cardoso Ferrreira (Aldeias Expressões Humanas)

8º Comunidade em Movimento da Grande Fortaleza (Nóis de Teatro)

9º Nelson Rubens Albuquerque de Oliveira (Pavilhão das artes)

10º Francisco das Chagas Soares Júnior (Teatro Vitrine)

11º Mikaelly Damasceno (Sala 3x4: manter para possibilitar,qualificar e empreender)

12º Centro Cultural Celita (Teatro Social de Juventude: Resistência da Cultura Popular através do reisado e bumba-meu-boi de pedras)

AUXÍLIO A MONTAGEM DE ESPETÁCULOS

1º Ricardo Guilherme Vieira dos Santos (RG 40)

2º Ari Rodrigues de Araújo (Brincadeira de Criança)

3º Ângela Vieira Soares (Mulheres que matam galinhas)

4º Instituto Teatro Público (Orquídeas Vermelhas, Lobos guarás)

5º Wilson Walmick Holanda Campos Filho (Otelo)

6º Fernando Antônio Fontenele Leão (Nossa Cidade)

7º Adriano Bessa Albuquerque (Machos)

8º Jailson de Souza Feitosa (Atar)

9º Projeto Criança Feliz João de Arribação

10º Paulo César Rodrigues Amoreira (Esperando Godot)

CIRCULAÇÃO DE RESIDENCIAS ARTÍSTICA DE GRUPOS OU COMPANHIAS PERMANENTES

1º Grupo Semearte de Teatro de Rua (A outra história de Romeu e Julieta)


INTERIOR

PESQUISA TEÓRICA OU DE LINGUAGEM

1º Francisco Galba Nogueira da Fonseca Filho (O corpo simbólico: O treinamento do ator através da capoeira) - São Gonçalo do Amarante

2º João Paulo Freitas (Teatro Legislativo – Uma descrição metodológica para o exercício da participação democrática) - Maracanaú

MANUTENÇÃO DE GRUPOS E COMPANHIAS PERMANENTES

1º Joélia Maria Braga de Sousa (Dona Zefinha - 20 anos de Teatro de rua) - Itapipoca

2º Márcia Maria de Oliveira Lima (Teatro Romançal) - Russas

3º Davidson Caldas Miná (Cia. Camarim de teatro) - Maranguape

4º Jean Nogueira (O trágico em cena) - Juazeiro do Norte

5º Associação de Pesquisas e Atividades Teatrais (Da Cia do batente aos palcos reluzentes: 10 anos de batente) - Sobral

6º Associação Grupo Ninho de Teatro (Casa Ninho) - Juazeiro do Norte

7º Gabriela Sousa dos Santos (Parque de Teatro – 10 anos de ação cultural e social) -Aquiraz

8º José Gilsimar de Oliveira Gonçalves (Encena: Loucos por Teatro) - Barbalha

AUXÍLIO A MONTAGEM DE ESPETÁCULOS

1º João Batista dos Santos Júnior (Isso é teatro popular) - Icapuí

2º Maria do Carmo Ribeiro Costa (A fábula do Jaraguá no imaginário popular) - Sobral

3º Sociedade Cariri das Artes (A donzela e o cangaceiro) - Crato

4º Márcio Medeiros da Costa (Feio) - Maracanaú

5º Sociedade Cultural Granjense (O Eclipse Itinerante) - Granja

6º Teatro Ateliê de Investigação e práticas alternativas (Linha de ferro: Uma intervenção teatral entre caminhos) - São Gonçalo do Amarante

7º Francisco Paulo Ferreira da Silva

8º Michelle Ferrúcio (Ata Cariri) - Juazeiro do Norte

9º Assoc. Do Assentamento Logradouro Ubiraçú (Filhos do Sertão: contos e pelejas do povo de Canindé) - Canindé

10º Prefeitura Municipal de Palhano (Luz, Câmera e Cidadania) - Palhano

11º Romildo de Queiroz Lima (A mala do folheteiro) - Maracanaú



Este Edital é uma conquista de toda classe. O orçamento está em R$ 1.040.00,00 (Um milhão e quarenta mil reais) graças à luta dos artistas e ao diálogo estabelecido com a Secretaria. Continuemos juntos e com o diálogo para sempre melhorarmos o que temos.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Amanhecendo

Hoje tive duas experiências que não tenho há muito tempo. Acordei muito cedo. Sem incômodos. Bastante satisfeito do sono, mas acordei. São 05h30 da manhã e já deu tempo de ver, sentir e processar todas as coisas que relato aqui. Há muito tempo isso não acontecia comigo e há muito tempo também não sentia as pessoas pela sua simples presença como senti meu pai hoje. Vê-lo acordar, escovar os dentes, andar pela casa, sair, voltar, trazer pra dentro de casa o cheiro da tarde da padaria, entre outras coisas, foi muito bom. Senti-lo. Somente. Lembrou-me muito a atmosfera que envolve os amantes do poema "Casamento" da Adélia Prado. É lindo. Vou à rua, à varanda. Tenho o privilégio de ver de cima a minha rua amanhecendo. Como ela é bonita... Fortaleza é realmente bela. Insuportavelmente bela. Os primeiros raios de sol chegam, a hora mais bonita do dia. Estou em uma posição privilegiada, uma encruzilhada. Vejo mais de uma rua, encontros. Poucos pedestres, alguns ciclistas, nenhum carro. As coisas vão, aos poucos, acontecendo, amanhecendo, acordando, desbravando-se. Um senhor moreno leva num depósito de plástico transparente as tapiocas que comporão para outras pessoas o mesmo cheiro que meu pai trouxe pra casa no início da manhã. Vai... Rangido longe. Os sons também vão desbravando-se. Outra bicicleta. Ritmo monótono e compassado. Rotina. Ela passa por uma senhora baixa e gorda vestindo rosa bebê levando seu guarda-chuva e seu terço. Certamente outra rotina. Elas, as rotinas, também vão desbravando-se. Na encruzilhada ela olha bem uma rua, a outra. Vem alguém? Sou a única? Segue. As luzes dos postes ainda estão acesas. Duas ou três da rua toda. Elas ainda dormem. Não reconheceram que já é dia. Não há sol efetivamente, só os primeiros raios, mas já é dia claro. Mais silêncio, mais ninguém, somente eu. Eles me dão tempo para absorver e realmente observar tudo que passou até aqui. Fortaleza está acordando. Um carro aqui e acolá. Ingenuidade! Não estou só. E o pior: estou sendo observado. Na calçada de uma das outras três esquinas um gato completamente branco de rabo completamente cinza me olha. Também olho pra ele. Ele vai. Não nos oferecemos ameaças um ao outro. Sobe o muro, se sustenta, alinha-se e percorre a linha de tijolos de lá pra cá, observa o quintal da vizinha não como quem vai dar o bote, só observa. De longe um galo canta. Não sabia que alguém aqui tem um galo. As galinhas observadas pelo gato se encorajam com o canto do galo e cacarejam, todas. O gato vai. Sinto as coisas mais claras, mais amarelas, iluminadas. Já há algum sol. As nuvens parecem se enrolar nas vestes de Oxum, estão todas amarelas. É concretamente dia. Volto a dormir.

Puta que pariu!!!

Depois de muito tempo tá voltando.
É isso mesmo, as coisas começam, param, continuam e um dia acabam.
Tô continuando, um dia pode parar...

domingo, 8 de março de 2009

Fernando Pessoa: Ê vidão!

Parece que as coisas belas estão cada vez mais raras, mais difíceis de se ver, se sentir, se ter. Não sei se nós é que estamos cada vez mais distantes do belo ou é culpa do belo mesmo. Colocar sempre a culpa em si tem virado moda. É uma outra alternativa para se tornar o "gênio". Não vou seguir a moda e colocar a culpa em mim. A culpa é do belo. Ele é que tem se distanciado. Não podemos mais escrever as cortantes e lindas cartas de amor que eram entregues às escondidas se ninguém precisa mais esconder nada a ninguém e sendo assim, o suspense da paixão proibida que corroia de frio o ventre dos apaixonados e alimentava as lindas coisas escritas foi-se... Ninguém precisa nem escrever nada a ninguém. Ninguém se escreve mais. Ninguém se dá o direito de perder horas pensando na tal pessoa pra escrever algo depois. Não conseguimos mais ver beleza em tudo se tudo já é tão mostrado, ou melhor, escancarado na cara do freguês. Nada nos dá espaço para que nossas leves imaginações sejam levadas com a brisa tentando, assim como ela, entrar nos locais impossíveis aos homens e assim, nos entregarmos horas às suposições, às formações das projeções sobre o que é o misterioso, o indizível, o oculto tendo, assim, material suficiente para criar imensas e poéticas histórias de amor. Não resta mais ao ser humano um punhado de espaço para ser romântico, lírico, poético, belo. A situação vai ficando cada vez mais difícil. Ah inveja dos grandes tempos de romantismo. Ê vida boa Pessoa... Você que foi sortudo e viveu no tempo mais fértil da paixão. Hoje só nos resta ser um pobre, mortal e simples ser humano.