domingo, 11 de abril de 2010

Começo, meio e fim

Em um dos dias dessa semana, de volta pra casa, saindo da Zona Norte de Natal rumo a Nova Parnamirim ao término de uma das aulas de História Mundial do Teatro na Escola Municipal de Teatro, percebi que a avenida que o ônibus percorria seu longo caminho que me levava de volta pra casa estava inteiramente molhada. "Ôba!" Pensei. "Choveu!" Isso amenizaria o calor imenso que fazia há alguns dias. Não. Me enganara. Era somente o asfalto que estava molhado. As casas, as calçadas e as poucas árvores estavam completamente secas. A outra via da avenida, a que me leva pra dar as aulas, também estava completamente seca. Não havia chovido. O que seria então? Percebi que a água corria, lentamente, mas corria. Me dei conta que poderia ser algum esgoto que havia se aberto e deixava correr a água. Era muita água, fiquei curioso pra saber de onde vinha. Percebi posteriormente que as manchas de água no asfalto foram diminuindo, ou seja, iria ver o nascedouro daquilo logo logo. De repente um ônibus ultrapassa o que eu vinha e ficam os dois lado a lado por alguns instantes. Quando o que ultrapassou seguiu seu caminho e o meu ficou pra trás não havia mais água nenhuma no asfalto nem sinal de que alguma gota dela havia passado por ali. O ônibus impediu-me de ver de onde saía aquilo tudo, passou por cima, ficou no lugar. Vi tudo, onde a água foi dar e tudo que ela preencheu, mas não vi como começou. Isso acontece com muitas coisas na minha vida. É desesperador, mas bonito também.

Um comentário:

Mayra Montenegro disse...

Ai, eu sei o que é isso...

Adorei aqui, voltarei sempre.
Passa lá no meu tb. :)
Beijo.